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CAUSAS MAIS COMUNS DA DIARRÉIA

CAUSAS MAIS COMUNS DA DIARRÉIA

Uso de antibióticos, alimentação e até estresse podem afetar a flora intestinal

A diarreia é caracterizada pela ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas durante o dia¹, sendo a diminuição da consistência habitual das fezes¹ o sinal mais importante do quadro. De acordo com a OMS, a doença diarreica pode ser classificada em três categorias¹: diarreia aguda aquosa, diarreia aguda com sangue (disenteria) e diarreia persistente, que se estende por 14 dias ou mais.

Mas o que está por trás da condição, que pode causar uma importante perda de líquidos², e o que podemos fazer para melhorá-la? Para responder a estas e outras dúvidas, é preciso entender mais sobre a saúde do sistema gastrointestinal e que fatores - internos ou externos - podem desequilibrá-la.

O termo microbiota intestinal refere-se a uma variedade de micro-organismos vivos, principalmente bactérias, que colonizam o intestino logo após o nascimento¹º. Ela é composta por trilhões³ de micro-organismos diferentes, que podem ser considerados benéficos para o nosso organismo. Estes micro-organismos atuam em conjunto com as nossas defesas, reforçando o sistema imunológico³ e protegendo contra a colonização e invasão de outros micro-organismos que podem causar um desequilíbrio na microbiota. Essa defesa é essencial para uma série de funções vitais³, e deve ser preservada.

Ainda assim, a microbiota intestinal pode sofrer algumas alterações, devido a fatores como dieta, toxinas, drogas e agentes patógenos³. Essas alterações podem favorecer a disbiose, que nada mais é do que o desequilíbrio dos micro-organismos que compõem a microbiota e ajudam na defesa do organismo. Quando isso acontece, o corpo pode adoecer e apresentar, como um dos sintomas, a diarreia⁴. As evacuações líquidas ou pastosas podem ser acompanhadas ainda por outros sinais, como dor abdominal, febre, estufamento e náusea⁴.

Diarreia: causas e agravantes

A diarreia é um problema comum e, na maior parte das vezes, autolimitada, de curta duração⁴. Porém, se ela é recorrente ou chega a durar semanas, é importante investigar, pois pode se tratar de um problema mais complexo do que uma infecção viral, como a síndrome do intestino irritável⁴. Sabendo melhor as causas da diarreia, é possível tratá-la do jeito certo e até mesmo preveni-la, com alguns cuidados e mudanças de hábito.

Entre as causas mais comuns de diarreia, podemos citar:

Agentes infecciosos¹,⁴: vírus (rotavírus, coronavírus, adenovírus, calicivírus e astrovírus); bactérias (E. coli enteropatogênica clássica, E. coli enterotoxigênica, E. coli enterohemorrágica, E. coli enteroinvasiva, Aeromonas, Pleisiomonas, Salmonella, entre outras); parasitas (Entamoeba histolytica e Giardia lamblia) e fungos, como Candida albicans. Entre as crianças, o rotavírus é um dos principais causadores de diarreias agudas. Já bactérias e parasitas podem ser contraídos por meio de água e comida contaminadas.

Alimentação⁴,⁵: é verdade que porção e temperatura de determinados alimentos também podem afetar a movimentação intestinal, aumentando os episódios de diarreia, principalmente entre pessoas que convivem com o quadro devido a alguma síndrome ou condição crônica.

São eles: feijão, milho, repolho e vegetais similares, todos eles ricos em fibras, o que pode agravar a diarreia; frutas, mel e sucos naturais, que são ricos em frutose, um açúcar natural de difícil digestão em alguns organismos; leites e derivados; adoçantes artificiais; carnes gordurosas, como bacon e ultraprocessados; bebidas cafeinadas, como café puro e alguns tipos de chá; doces e frituras; e bebidas alcoólicas.

Medicação⁴:  alguns remédios, como os antibióticos, podem ter relação com o desequilíbrio da microbiota intestinal e, consequentemente, com o aumento na frequência de diarreia. Isso porque os antibióticos combatem, no organismo, bactérias boas e ruins, em igual medida, afetando o equilíbrio intestinal. Além dos antibióticos, remédios quimioterápicos também podem causar episódios de diarreia.

Estresse e ansiedade⁶:  você sabia que, no nosso organismo, existe uma conexão chamada “eixo intestino-cérebro”? Pois é. Isso explica porque algumas reações e condições de fundo emocional, como estresse e ansiedade, têm relação com o funcionamento da microbiota intestinal, podendo - ou não - causar um aumento na frequência e consistência das evacuações.

A maior parte da serotonina, um hormônio que participa de funções como sede, apetite, regulação da emoção e controle comportamental⁶, por exemplo, é produzida no trato gastrointestinal, por células enteroendócrinas (responsáveis pela produção de hormônios que estimulam movimentos peristálticos/intestinais e outras funções digestivas) e pelos neurônios do sistema nervoso entérico, no intestino, que abriga o maior número de neurônios fora do sistema nervoso central⁷.

Quando os neurotransmissores responsáveis pelo estímulo das contrações peristálticas e secretórias sofrem alguma alteração, podem surgir disfunções no trato gastrointestinal.

O papel dos probióticos

Você sabe o que são os probióticos? A palavra deriva do grego e significa “para a vida”. De forma geral, os probióticos são micro-organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à nossa saúde⁹. De acordo com a ciência, eles ajudam a preservar a saúde do intestino e atenuam os efeitos de algumas doenças intestinais, como a diarreia infantil induzida por rotavírus, diarreia associada ao uso de antibióticos, doença intestinal inflamatória e a colite⁹.

E, uma forma de prevenir os quadros de diarreia, é justamente mantendo a microbiota intestinal em equilíbrio, para que o organismo esteja melhor protegido de agentes infecciosos e outros gatilhos que estimulam as evacuações. Além investir em mudanças de hábitos, com alimentação balanceada e controle do estresse, é possível contar com os probióticos para ajudar a recuperar o equilíbrio da microbiota⁸.

Referências
  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia Prático - Diarreia aguda: diagnóstico e tratamento. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/03/Guia-Pratico-Diarreia-Aguda.pdf. Acesso em: agosto de 2019.
  2. Canadian Society of Intestinal Research. Diarrhea and Diet. Disponível em: https://badgut.org/information-centre/health-nutrition/diarrhea-and-diet/. Acesso em agosto de 2019.
  3. Carding S, Verbeke K, Vipond DT, et al. Dysbiosis of the gut microbiota in disease. Microbial Ecology in Health & Disease 2015;26 10.3402/mehd.v26.26191
  4. Mayo Clinic. Diarrhea: symptons and causes. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/diarrhea/symptoms-causes/syc-20352241. Acesso em: agosto de 2019.
  5. International Foundation for Gastrointestinal Disorders. Nutrition Strategies for Managing Diarrhea. Disponível em: https://www.iffgd.org/lower-gi-disorders/diarrhea/nutrition-strategies.html. Acesso em: Agosto de 2019.
  6. VEDOVATO, K.; TREVIZAN, A. R.; ZUCOLOTO, C. N.; BERNARDI, M. D. L.; ZANONI, J. N.; MARTINS, J. V. C. P. O eixo intestinocérebro e o papel da serotonina. Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v. 18 n. 1, p. 33-42, jan./abr. 2014.
  7. GABANYI, Ilana. Identificação de uma comunicação bidirecional entre neurônios e macrófagos intestinais via receptores β2 adrenérgicos. 2015. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia São Paulo.
  8. American Gastroenterological Association. Probiotics. Disponível em: https://www.gastro.org/practice-guidance/gi-patient-center/topic/probiotics. Acesso em: setembro de 2019.
  9. RAIZEL, Raquel; SANTINI, Eliana; KOPPER, M. Andressa; FILHO, Adilson. Efeitos do consumo de probióticos, prebióticos e simbióticos para o organismo humano. Revista de Ciência e Saúde, Porto Alegre, v. 4 n. 2, p. 66-74, jul/dez. 2011.
  10. PAIXÃO, Ludmilla Araújo da; CASTRO, Fabíola Fernandes dos Santos. A colonização da microbiota intestinal e sua influência na saúde do hospedeiro. Universitas: Ciências da Saúde, Brasília, v. 14, n. 1, p. 85-96, jan/jun 2016.

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